Ao contrário do que a nossa sociedade dita “moderna” tem anunciado e vivenciado, a família ainda é, e continuará sendo o principal alicerce da formação de um mundo sociavelmente mais justo e equilibrado. Já diziam no passado certos sociólogos: “A família é a célula mãe de toda a sociedade”. Esta afirmação não deveria ser meramente um punhado de palavras sem importância e que ficaram presas ao passado, mas ser vivida na prática social de cada indivíduo, principalmente e primordialmente entre os cônjuges, tanto nos dias atuais como nos vindouros, haja vista os crescentes, complexos e profundos problemas vividos no âmbito social vigente.
Mas o que constitui uma família? Qual a origem e quais as suas responsabilidade?
Em primeiro lugar deve-se destacar que a família não teve origem na mente de um cientista, sociólogo ou ganhador de algum prêmio Nobel. A origem da formação da família vem do próprio criador dos céus e terra. Deus ao criar a humanidade verificou e testificou que não seria bom que o homem, (sexo masculino), vivesse só, mas que faria para ele uma auxiliadora, (sexo feminino), que lhe fosse idônea. Homem e mulher deveriam agora unir-se um ao outro formando os dois uma só carne. Este mistério prefigurou a criação da família e tem um peso enorme no centro de todo discurso filosófico ou prático em favor da sustentabilidade da mesma.
Nota-se claramente que sendo ambos uma só carne, deveriam então observar os princípios que norteariam todo o contexto, sem o qual trariam problemas e conseqüências até então inimagináveis.
O princípio da fidelidade e da aliança comprometedora foi estabelecido e autenticado no reino espiritual e terreno, gerando então o casamento que teria como objetivo a perpetuação da espécie humana e a realização pessoal de cada indivíduo e, por conseguinte um mundo mais justo e equilibrado. Não é por acaso que antes de assumirmos definitivamente esta aliança, somos argüidos de nossa responsabilidade diante de Deus e demais testemunhas nas regiões celestes e terrena formulando um voto: “Ser fiel na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza ou na pobreza, amando e respeitando todos os dias até que a morte os separe”. Observe que esse tipo de voto transforma o amor sentimento em amor compromisso. Aliás, o amor é compromisso. Compromisso acima de tudo com o Criador e Mantenedor de todas as coisas. Um voto é algo que deveria ser levado a sério sob pena de graves conseqüências para nós e para os outros. Este fato é tão relevante que somos advertidos que é melhor não fazer um voto do que fazê-lo e não cumpri-lo. Atente para o texto abaixo:
“Guarde o pé quando entrares na casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolo, pois não sabem que fazem mal. Não te precipite com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está no céu, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras. Porque dos muitos trabalhos vêm os sonhos, e do muito falar, palavras néscias. Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolo. Cumpra o voto que fez. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras. Não consintas que a tua boca te faça culpado, nem digas diante do mensageiro de Deus que foi inadvertência; por que razão se iraria Deus por causa da tua palavra, a ponto de destruir as obras das tuas mãos?” (Eclesiastes 5:1-6).
Caro leitor deste artigo, deu pra entender a seriedade do compromisso assumido em um casamento?
A falta na observância deste elemento tão importante na geração de uma família ainda em estado embrionário é sem dúvida alguma o principal ponto de partida para as crises conjugais e familiares subseqüentes.
Indo um pouco mais além...
O que constitui uma infidelidade? Qual a sua causa e efeito? O que caracteriza uma quebra de aliança conjugal ou um adultério? Onde é formulada tal conduta?
Se formos capazes de responder com clareza a tais perguntas, chegaremos então ao âmago da questão.
Mas essa questão será assunto de uma nova postagem.
A paz de Cristo esteja contigo.
Rogério Lima.









