segunda-feira, 29 de novembro de 2010

FAMÍLIA X NOVELA

O MINISTÉRIO DA FAMÍLIA ADVERTE: NOVELA FAZ MAL A SAÚDE DA FAMÍLIA.

Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas. Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos nos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Globo - cujas novelas chegavam a 98% dos municípios do país na década de 90.

Segundo os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, "a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível" nas cidades do país.

Além disso, a pesquisa descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local. Os resultados sugerem que essas áreas apresentaram um aumento de 0,1 a 0,2 ponto percentual na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos que são divorciadas ou separadas. "O aumento é pequeno, mas estatisticamente significativo", afirmou Chong.

Os pesquisadores vão além e dizem que o impacto é comparável ao de um aumento em seis vezes no nível de instrução de uma mulher. A porcentagem de mulheres divorciadas cresce com a escolaridade.

O enredo das novelas freqüentemente inclui críticas a valores tradicionais e, desde os anos 60, uma porcentagem significativa das personagens femininas não reflete os papéis tradicionais de comportamento reservados às mulheres na sociedade.

Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.

Nas últimas décadas, a taxa de divórcios aumentou muito no Brasil, apesar do estigma associado às separações. Isso, segundo os pesquisadores, torna o país um "caso interessante de estudo".

Segundo dados divulgados pela ONU, os divórcios pularam de 3,3 para cada 100 casamentos em 1984 para 17,7 em 2002. "A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras", diz a pesquisa.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

SEGURANÇA NO CASAMENTO


Na união conjugal encontram-se, frente a frente, duas pessoas sem máscaras. Cada uma é amada por si mesma, pelo que é, e não pelo que tem. Nenhum deles tem que justificar-se ou defender-se, nem ganhar a estima através do seu próprio desempenho. Uma mulher contou, depois de dezasseis anos de casada: “O meu marido disse-me sempre: “Casei-me contigo porque queria sentir a tua presença como algo de normal”. Isto não parece excessivamente afectuoso, mas o que quer dizer é: sinto-me bem contigo. Posso confiar em ti. É bom saber que não tenho de lutar constantemente por ti nem tenho que causar-te boa impressão”. Com isto também quer dizer: “Sem ti não sei compreender-me a mim mesmo. Tu pertences-me e eu pertenço-te”.

Um momento decisivo na trajectória amorosa de duas pessoas dá-se quando ambos notam que se pertencem mutuamente. Esta descoberta estabelece uma profunda intimidade e, por isso, tanto ele como ela sentirão um mesmo desejo: proteger e ser protegido.

Muitos casais felizes decidiram abandonar rapidamente o desejo de se impressionarem mutuamente. Cada qual pode ser tal como é com o outro, e descansar de tantas regras e desempenho de papéis impostos pela sociedade. Assim podem recuperar forças para novas tarefas. Que importam os problemas diários no local de trabalho, se há uma pessoa a quem se pode contar todas as preocupações, e cujo amor vale mais do que todas as ofensas?

Evidentemente, nem sempre é fácil criar um sentimento de segurança dentro do casal. É preciso tempo e esforço, e não basta dedicar-se ao tema de vez em quando, nalguns momentos livres. Os desejos, as esperanças e os anseios, tanto como as dificuldades psicológicas e as sensibilidades dos cônjuges, devem ser levados a sério. Às vezes é necessário fugir do desagradável, superar situações embaraçosas e ter em conta a susceptibilidade do outro. Sem dúvida que também faz parte do amor escutar com verdadeiro interesse tudo o que o outro deseja contar.

Há pouco tempo, um homem infeliz no seu casamento dizia-me: “Já não gosto das viagens de negócios como gostava dantes, pois não tenho ninguém a quem contá-las, depois”. A disposição para ouvir, receber e tomar parte na vida do outro é certamente o maior presente que se pode dar a uma pessoa. Infelizmente há muitos que nos dão ouvidos e até nos dão conselhos, sem se interessarem verdadeiramente: Não levam a sério o que o outro lhes diz e nem sequer lhes interessa o que lhe responde.

Um sintoma frequente da confiança é partilhar um segredo. Cada casal tem o seu, algo que só os cônjuges conhecem. Pode tratar-se de coisas extremamente insignificantes: por exemplo, o suplício que foi para ela a última festa de família, ou a vertigem de que ele sofre. Cada um mostra-se ao outro tal como é, sem sentir vergonha. Quanto mais intimidade houver na vida do casal, mais probabilidade há de que se guarde o segredo. Pelo contrário, aquele que faz mau uso do segredo, mostra que já não tem amor.

O grau de confiança de um casal depende em grande medida de que ambos os cônjuges tenham a sensação de ser o mais importante para o outro.

Conversando com mulheres divorciadas ouve-se com uma frequência surpreendente: “O meu marido nunca me deu a entender que eu fosse algo de especial para ele; eu não significava para ele mais do que as outras pessoas: não se preocupava comigo, eu era-lhe indiferente”. Se somos informados de que o nosso avião sai com algumas horas de atraso e, em consequência chegaremos a casa muito mais tarde, corremos para o telefone mais próximo para dizer, a alguém que está à nossa espera, que não se preocupe. E se não temos ninguém a quem falar, porque ninguém nos espera, sentir-nos-emos, possivelmente, muito sós.

Jutta Burggraf, no livro O Desafio do Amor Humano, DIEL, 2000 – Editora Quadrante

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

INFIDELIDADE MENTAL

PEQUENOS PASSOS EM DIREÇÃO AO ABISMO CONJUGAL.

Li há tempos atrás, (não sei quando, onde ou quem escreveu), a seguinte frase:

Se nossos pensamentos pudessem deixar rastros, teríamos um maior número de divórcios.”

Assim que li tal frase, num primeiro momento achei um tanto quanto exagerada, mas dando tempo para “digerir” e refletindo um pouco mais, entendi o quanto o autor foi feliz em sua colocação.

Passei então a buscar base bíblica para tamanha conjectura no ambiente matrimonial e deparei-me com a seguinte passagem:

“Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para cobiçar, já em seu coração cometeu adultério”. (Mateus 5:28).

Jesus, conhecedor da totalidade humana, foi ao centro da questão e definiu de forma clara a origem da infidelidade conjugal. A mente. Aliás, não poderia deixar de ser. Todas as nossas “batalhas” no campo do corpo e alma são travadas na mente.

A mente é como uma esponja que absorve todas as informações levadas ao cérebro por meio dos sentidos onde são decodificadas e catalogadas, sendo guardadas em “pastas de arquivo”, que em dado momento, de acordo com as circunstâncias, serão abertas e utilizadas sob a forma de decisões; ou seja, muitas de nossas decisões, certas ou erradas, são oriundas de informações pré-concebidas. Não é por acaso que no capítulo 6 e versos 22 e 23 do mesmo livro, Jesus completa: “ A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!”

Neste sentido é válido afirmar que o casal que tem como prática o desfolhar de revistas ou assistir a filmes de cunho pornográfico para “apimentar a relação” estão alimentando de forma perigosa suas mentes com informações que cedo ou tarde trarão conseqüências terríveis e desastrosas para toda a família. É apenas uma questão de tempo. Esse tipo de conduta abre as portas do adultério, primeiro mental e depois físico, faltando apenas uma pequena oportunidade. Coisa mínima.

Por este motivo o cultivo de uma mente pura e fiel é uma poderosa arma contra o adultério e seus males. Pense nisso. A FIDELIDADE COMEÇA NA MENTE.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PRINCÍPIO BÁSICO DO CASAMENTO

O casamento é uma das etapas mais emocionantes de nossa vida social, mas também é a de maior responsabilidade, e vou explicar esta afirmação. Veja algumas definições abaixo:










" Casamento é a união solene entre duas pessoas de sexos diferentes, com legitimação religiosa e civil. "  (Mini Dicionário da Lingua Portuguesa - Aurélio Buarque de Holanda Ferreira - Editora Nova fonte ).

" Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais." ( Dicionário Priberam de Lingua Portuguesa ).
" União legal entre homem e mulher, para constituir família." ( Dicionário Michaelis - UOL.)

" Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne." ( Bíblia Sagrada - Ef. 5:31).

Com base nas definições acima, podemos concluir que o casamento é uma ALIANÇA, PACTO, ACORDO, E UMA UNIÃO CONTRATUAL BILATERAL E SOLENE ENTRE DUAS PESSOAS DE SEXOS DIFERENTES, FORMANDO DOS DOIS UMA SÓ CARNE, COM LEGITIMIDADE CIVIL E RELIGIOSA, E QUE DECIDEM DEIXAR SUAS FAMÍLIAS DE ORIGEM PARA CONSTITUIREM SUA PRÓPRIA FAMÍLIA, ASSUMINDO OS DEVERES CONJUGAIS.

Com esta definição em mente pode-se afirmar que o casamento é muito mais que uma simples decisão, e a falta deste conhecimento e da compreenssão por parte dos noivos é sem dúvida um dos motivos do fracasso de tantos matrimônios. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em 2007, embora tenham sido realizados 916.006 casamentos no Brasil, 2,9% a mais do que em 2006 (889.828), o número de dissoluções (soma dos divórcios diretos sem recurso e separações) chegou a 231.329, ou seja, para cada quatro casamentos foi registrada uma dissolução.

Analizando a definição de casamento acima, observa-se que o princípio da ESCOLHA, ALIANÇA, COMPROMISSO, RESPONSABILIDADE, FIDELIDADE e UNIDADE, estão claramente inseridos. A união destes princípios forma aquilo que chamamos de AMOR.

O amor não é um sentimento, mas uma ação movida pelos princípios básicos destacados acima. Não podemos dizer que amamos alguém se não o fizermos por meio de uma escolha própria e determinada, firmada em uma aliança compromissada e responsável, com ênfase na unidade e na fidelidade.

Quer saber se você ama alguém de verdade? Faça um teste e responda as perguntas abaixo:

1) Foi uma escolha própria e determinada ?

2) Foi firmado uma aliança, pacto ou acordo bilateral ?

3) Você tem compromisso e responsabilidade com o objeto de seu amor, cuidando com zelo dele ?

4) Você firmou um unidade. ( mesmos objetivos e mesmos sonhos ) ?

5) Você é fiel ?

Se para essas perguntas sua resposta foi SIM, parabéns você ama de verdade. Se você disse não para alguma destas perguntas, é melhor você rever sua posição, pois o verdadeiro amor ainda não faz parte de seu relacionamento.

Concluindo: O PRINCÍPIO DO CASAMENTO É O AMOR.

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